Ele caminha. Continua sua caminhada, por aquele caminho que se tornou rotineiro. Até que avista outros dois caminhos diferentes. Ele seguirá por um destes três por um longo período. O que ele vinha seguindo é limitado, sendo tampado por uma enorme pedra e um imenso muro, com pouca distância entre o ponto onde ele está e a pedra. Na esquerda há um longo caminho, o que talvez fosse o melhor para ele, porém nele há uma verdadeira jaula aberta exatamente no começo do mesmo. Neste caminho estão sua tia e o namorado dela, além de uma enorme multidão, é o caminho talvez mais duvidoso e surpreendente, pois lá há perigos e ao mesmo tempo vantagens. No caminho da direita, há um reencontro com o passado, é o caminho no qual ele andou meia vida, onde todos se conhecem. Este parece ser o menor dos caminhos, porém maior, além de possuir conflitos e vantagens. Nele há diversos obstáculos e algumas armadilhas.
Ele deve seguir em um desses três caminhos, ou melhor, um desses dois caminhos, pois o que vinha seguindo já será descartado. Porém não será ele quem escolherá. Será sua família. Sua avó se assemelha a um papagaio, falando e falando, manipulando todos, ela diz que ele deve seguir ao caminho da jaula, porém lá só há um quarto, e ela quer que ele vá com o irmão, o que impossibilita a escolha desse caminho, além do próprio ser um caminho onde tudo é longe, e algumas boas condições terem se tornado temporárias. A jaula se fecha, e o caminho se torna inacessível. A única possibilidade restante é o caminho dos obstáculos, onde seguirá, de volta ao passado, junto de seus avós e seu irmão.
Mas enquanto a hora de seguir por este outro caminho não chega, ele continua no mesmo, dando cada dia um novo passo mais próximo aos três caminhos.
Erick Gomes.
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